Usuários de cateteres urinários ganham nova edição do Guia Vidas Secas, com apoio Coloplast

A Coloplast lançou durante Congresso Paulista de Estomaterapia, a segunda edição do “Guia Vidas Secas 2022/Cateterismo Intermitente Limpo/Manual Ilustrado de Orientação para o Adulto”. O guia traz conteúdo atualizado, orientações com imagens e explicações didáticas de como fazer cada etapa do procedimento chamado Cateterismo Intermitente Limpo (CIL), que é o esvaziamento regular da bexiga para pessoas que têm retenção urinária por alguma causa. O guia traz todas as explicações para uso feminino e masculino, seja utilizando um cateter convencional ou um cateter com revestimento hidrofílico.


Esta nova edição (a primeira foi em 2015) é voltada para pessoas com Disfunção Neurogênica do Trato Urinário Inferior, quando ela deixa de funcionar da maneira adequada. Geralmente são cadeirantes com lesão medular, que não possuem o controle urinário e precisam realizar o esvaziamento da bexiga utilizando o cateter urinário, algumas vezes ao dia. Desta forma, o CIL evita que o resíduo de urina retido na bexiga cause problemas como infecções urinárias e disfunções nos rins.

Não há números exatos de quantos brasileiros praticam o CIL, mas há uma estimativa de seis a oito mil novos casos por ano de lesões medulares que afetam o funcionamento da bexiga. Este procedimento pode ser praticado pela própria pessoa, por um cuidador/familiar ou por um profissional de enfermagem, que tem no guia um importante aliado na orientação aos pacientes.


O manual traz ainda detalhes sobre o sistema urinário, as numerações e os tipos de cateteres existentes e de como prevenir complicações. Ao final, ele sugere o uso de um Diário Vesical para preenchimento com data, horário, volume, característica, ingestão, perda e observações a respeito de cada esvaziamento da bexiga. Para ocorrências mais sérias, o guia sugere o Diário de Bordo. “Essas informações auxiliam na hora da consulta e dão ao usuário uma visão completa do seu dia a dia e cuidados a serem tomados na realização do cateterismo”, reforça Thais Salimbeni, Gerente de Marketing da área de Continence Care da Coloplast.


Com 84 páginas, a segunda edição é resultado de um trabalho conjunto de quatro autores: as enfermeiras estomaterapeutas Gisela Maria Assis (doutora em Enfermagem pena UnB), Marthyna Pereira de Mello (mestre em Tecnologias em Saúde pela PUC-PR), pelo urologista e doutor pela Unicamp Dr. Rogério Fraga, e a enfermeira Talita dos Santos Rosa (doutoranda pela Escola de Enfermagem da USP e que também contribuiu como designer gráfica, editorial e ilustrações, junto com Fatima Faisal El Kaderi). A edição teve revisão de Vera Lúcia Conceição de Gouveia Santos e sua publicação contou também com o apoio da Universidade Federal do Paraná e seu Hospital das Clínicas, da Escola de Enfermagem da USP por meio do Programa de Pós-graduação em Enfermagem na Saúde do Adulto (Proesa), da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.


O guia é resultado de um projeto chamado “Vidas Secas”, idealizado pela equipe do ambulatório de disfunções do assoalho pélvico (DAP) do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. O nome “Vidas Secas” faz alusão ao tratamento da Incontinência paradoxal que pode ocorrer em pessoas com distúrbios de esvaziamento da bexiga. Assim, ao indicarmos o cateterismo intermitente limpo, protegemos a função renal e deixamos a pessoa “seca” pois sua bexiga não transbordará”, explica o urologista Dr. Rogério Fraga, um dos autores do guia.

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